"Nada é tão nosso quanto os nossos sonhos" (Nietzsche)

Arquipélago de Anavilhanas: navegando pela floresta alagada na Amazônia


Oie, gente!


Continuando com as postagens sobre nossa viagem pelo Amazonas, hoje venho compartilhar com vocês mais uma experiência simplesmente inesquecível que vivi por lá: navegar pelo incrível Arquipélago de Anavilhanas, em Novo Airão. Um passeio não tão explorado quanto o clássico Day Tour Fluvial, mas igualmente imperdível. O tour inclui visita à Associação dos Artesãos de Novo Airão (AANA) e à Fundação Almerinda Malaquias, uma satisfatória interação com os botos-cor-de-rosa (para mim, o momento mais esperado do passeio!), almoço regional e banho no Rio Negro. Continue no post e confira tudo sobre esse dia!


Contratamos os passeios com a Iguana Turismo, e a experiência foi excelente. Entrei em contato com a Ellen Mousse pelo Whatsapp (92) 9193-0088 e fechei os passeios com ela. As agências costumam oferecer roteiros diferentes conforme a estação do ano, e como viajamos em época de cheia, as experiências foram adaptadas para esse período em que a floresta alagada ganha destaque. Nessa época, os igapós ficam inundados, permitindo a navegação por áreas que ficam inacessíveis na seca e proporcionando um contato ainda mais intenso com a paisagem amazônica. Os pacotes disponíveis na Iguana para Anavilhanas eram válidos de abril a agosto (inverno amazônico), período em que a floresta alagada ganha destaque, mas também há pacotes válidos para o verão amazônico, que vai de setembro a março.



Como foi o tour pelo Arquipélago de Anavilhanas



Esse tour na Iguana é chamado de Pacote Peixe-boi e custou R$ 980,00 por pessoa. Por volta das 5h40, a van da Iguana nos buscou no hotel. Antes de sair da cidade, fizemos uma parada estratégica para café no Sabor da Terra, um restaurante regional que serve tapiocas e pães personalizados da forma que você quiser. Pedimos uma tapioca com carne, queijo e banana, que estava simplesmente deliciosa. A porção é muito bem servida: o tamanho P já é grande, e a M serve até 3 pessoas. Para beber, pedimos café com leite.


OBS: este é um passeio de bate-volta, mas a Iguana também oferece opções com pernoites: 2 dias e 1 noite - Pacote Madadá (R$ 1.919,00 para dormitório coletivo e R$ 2.139,00 para suíte privativa); 3 dias e 2 noites - Pacote Anavilhanas (R$ 2.289,00 para dormitório coletivo e R$ 2.769,00 para suíte privativa); e 4 dias e 3 noites - Pacote Boto-curumim (R$ 3.169,00 para dormitório coletivo e R$ 3.569,00 para suíte privativa).



São praticamente 3 horas de viagem até Novo Airão, sendo que os últimos 100 km são de estrada completamente esburacada. Uma vergonha! Tirando esse perrengue, o passeio é maravilhoso.


A primeira parada foi na oficina de artesanato indígena da etnia Baré, na Associação dos Artesãos de Novo Airão (AANA), onde conhecemos um artesanato lindíssimo, feito com técnicas tradicionais e matérias-primas da região. Em seguida, visitamos a Fundação Almerinda Malaquias, uma ONG de desenvolvimento sustentável com foco no reaproveitamento de madeira, reciclagem e educação ambiental para a comunidade local.



Depois seguimos para um dos momentos mais aguardados por mim: o Flutuante dos Botos de Novo Airão. São 11 botos que frequentam o local, sendo que um deles já é monitorado há 28 anos, o que contribui para estudos e preservação da espécie. No dia em que estivemos lá, havia três botos: Curumin, Rafinha e Priscila. Fiz dois passeios que incluíam interação com esse animais apaixonantes. Só não fiz mais uma vez porque o marido não quis kkkkk.



A Iguana também oferece um tour que inclui visita à Comunidade Indígena e ao Flutuante dos Botos (R$ 300,00 em grupo ou R$ 550,00 no privativo, valores por pessoa). Eu queria fazer o tour privado para pular a parte indígena e ir direto para os botos, mas o passeio precisava de duas pessoas e o marido não quis. Aff... fiquei chateada!


Nossa parada para almoço foi na Comunidade Ribeirinha Tiririca, no Restaurante Canto do Japiim. O almoço está incluído no tour, mas as bebidas são pagas à parte, e eu pedi suco de taperebá. Aqui aconteceu algo chato: o almoço não era buffet livre como no Day Tour Fluvial. A moça colocou duas porções pequenas de baião de dois, farofa, vinagrete e uma porção de banana frita. Estávamos em nove pessoas e um casal demorou para almoçar. Quando eles chegaram, quase não tinha mais baião e a banana já havia acabado. Pedimos para repor a banana e a moça reclamou. Trouxe mais uns quatro pedaços e disse que não tinha mais.





Enfim, a porção de banana e de baião não era suficiente para nove pessoas. Em compensação, vieram três tambaquis, que nos serviram muito bem. Depois do almoço, caminhamos pela propriedade para conhecer um pouco sobre a vida dos ribeirinhos, seus costumes, o processo de fabricação da farinha de mandioca e a observação de animais. Vimos uma lindíssima arara-azul. Depois seguimos para conhecer um pouco do artesanato local.


A última etapa do passeio é a navegação pelo Arquipélago de Anavilhanas, com direito a banho no Rio Negro. Foram quase duas horas navegando pelos igapós e lagos da região, em um cenário surreal de lindo. O arquipélago é considerado o maior arquipélago fluvial do mundo, formado por centenas de ilhas, canais e lagos, e abriga uma biodiversidade riquíssima.


Parada para banho no Rio Negro


Na volta, assim que chegamos a Manaus, paramos para tomar açaí no Açaí do Mineiro. Pedimos uma tigela de 600 mL, que custou R$ 25,00.


É isso, gente! Não tem como não se apaixonar pela Amazônia. Me conta se você já navegou pelo Arquipélago de Anavilhanas e como foi sua experiência por lá. Essa é uma viagem que deveria ser vivida por todos os brasileiros que amam viajar. É um Brasil diferente de tudo o que estamos acostumados, principalmente pará quem mora nas regiões Sul e Sudeste. Qualquer dúvida ou sugestão, é só deixar seu comentário aqui embaixo!


See you later!

Lana Coli.

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